Como funciona o SIFIDE: Guia passo a passo
Guia passo a passo sobre como funciona o SIFIDE. Aprende a identificar I&D, organizar despesas elegíveis e preparar uma candidatura sólida e segura.
Guia passo a passo sobre como funciona o SIFIDE. Aprende a identificar I&D, organizar despesas elegíveis e preparar uma candidatura sólida e segura.
O SIFIDE é um incentivo fiscal que permite às empresas deduzirem despesas de I&D no IRC, desde que sigam um processo formal de identificação, submissão e validação técnica das atividades realizadas. Este guia explica o processo completo de como funciona o SIFIDE, passo a passo.
O primeiro passo é verificar se a empresa realizou atividades que envolvam incerteza tecnológica, experimentação ou desenvolvimento científico. Exemplos típicos incluem desenvolvimento de novos produtos, melhoria de processos, criação de protótipos ou realização de ensaios técnicos.
Devem ser reunidas todas as despesas ligadas às atividades de I&D, tais como custos de pessoal, subcontratações, equipamentos, software técnico, materiais de laboratório e outros custos diretamente associados à investigação.
É essencial preparar um dossier técnico que comprove que existiram atividades de I&D. Este dossier deve incluir metodologias, testes realizados, resultados, protótipos, simulações, incertezas técnicas e ainda as evidências relacionadas com tarefas e horas afetas ao processo.
No Portal SIFIDE, deve ser preenchido o modelo oficial contendo a descrição dos projetos, os objetivos técnicos, os desafios enfrentados e a justificação detalhada de cada despesa apresentada.
A candidatura é submetida eletronicamente no ano seguinte às despesas realizadas. Após submissão, o processo avança automaticamente para análise técnica.
A Agência Nacional de Inovação (ANI) analisa a natureza científica das atividades apresentadas, verifica a documentação, confirma coerência técnica e pode solicitar esclarecimentos adicionais.
Com base no parecer da ANI, o Ministério das Finanças emite a decisão final. Caso seja homologado, o benefício fiscal pode ser utilizado pela empresa.
Após homologação, o benefício fiscal deve ser aplicado na declaração de IRC do respetivo exercício. Caso o benefício exceda o montante, é possível reportar para anos seguintes.
Toda a documentação técnica, financeira e administrativa deve ser guardada durante 10 anos. Auditorias podem ocorrer e exigem evidência sólida das atividades declaradas.